Estar tão perto e tão longe,
de um sossego nunca antes esperado.
de um sonho já acabado,
de uma paz eterna.
Apenas vivemos na esperança,
que isto não passe uma lembrança.
Quero sorrir, mas não consigo.
Quero sonhar, mas não adormeço.
Sinto um vazio imenso
que nunca esqueço.
Porque é tão cruel
e mais amargo que o fel?
Dói tanto cá dentro.
Quando penso até tremo.
O vento levou a saudade.
Deixou apenas a dor e o vazio,
fragilidade de um fio,
que se desvanesse com o tempo.
Tempo tão curto que vivemos tão pouco!!!

escrevi este poema quando a minha avo foi outra vez para o hospital.




